Nas últimas Copas do Mundo, algumas
seleções inesperadas conseguiram chegar longe e surpreenderam a todos.
Uma das mais emblemáticas foi a Bulgária, que liderada por Stoichkov,
chegou ao quarto lugar em 1994 (lembre outras surpresas abaixo). Para a
próxima edição, algumas seleções já começam a se credenciar como
candidatas a zebras, e assim como a equipe do leste europeu que brilhou
nos Estados Unidos, elas têm um craque acima da média.
Na América do Sul, a Argentina lidera as
Eliminatórias, mas a terceira colocada, a Colômbia, tem chamado a
atenção. A seleção já conseguiu uma goleada por 4 a 0 sobre o Uruguai,
atual campeão da Copa América, e tem uma das duplas de ataque mais
promissoras do mundo, formada por Falcao García e James Rodríguez. Mas é
o primeiro que deve ser a estrela da companhia. O craque do Atlético de
Madrid é o artilheiro do Campeonato Espanhol, ao lado de Cristiano
Ronaldo e Messi, e se destacou nas finais da Liga Europa e da Supercopa
da Europa.
Outras duas seleções promissoras vêm da
Europa. A Bélgica deu sorte de pegar um grupo relativamente tranquilo,
mas tem um bom time, está bem armado, e tem jovens valores que juntos,
podem dar trabalho no Brasil. O "Stoichkov" deles é Hazard, de 21 anos,
comprado pelo Chelsea por uma fortuna.
Ele forma o ataque com outros dois com a
mesma idade, Benteke, do Aston Villa, e De Bruyne, do Werder Bremen
(mas que pertence ao Chelsea). No meio-campo, outros bons valores como
Witsel, do Zenit, que também valeu uma fortuna ao Benfica, além de
Fellaini, cérebro do Everton, Defour, o veterano Simons, e a experiência
na defesa, com Vermaelen, Kompany, Van Buyten, e Vertonghen. A seleção
lidera o Grupo A com 10 pontos e venceu a Escócia por 2 a 0 na
terça-feira.
O Grupo G não tem nenhuma potência, mas é
difícil não considerar o arranque da Bósnia. A seleção corre por fora
para ser uma zebra, não tem a mesma consistência de Colômbia e Bélgica,
mas se der sorte de pegar um caminho não muito complicado, pode ir
longe. Nas Eliminatórias, goleou Liechtenstein por 8 a 1 e a Letônia por
4 a 1. Contra a Grécia, no confronto direto com a outra candidatata à
vaga direta, empatou em 0 a 0, e na última rodada, voltou a vencer bem,
fez 3 a 0 na Lituânia. O grande craque, praticamente solitário, é Dzeko,
do Manchester City.
A África tem duas seleções que poderiam
exercer um bom papel na Copa do Mundo: Gana e Zâmbia, mas apenas uma vai
para a competição, já que deram azar de ficar no mesmo grupo da segunda
fase, e só uma vai para a próxima.
Gana foi a melhor seleção africana na
última Copa, quando foi para as quartas, e só foi eliminada pelo Uruguai
naquele pênalti que Suárez cometeu no fim. A equipe ainda tem alguns
jogadores, e tem uma geração promissora com vários jovens, como Atsu
(Porto, 20 anos), Asamoah (Juventus, 23), Rabiu (Évian, 22), Ayew
(Olympique, 22) e Badu (Udinese, 21). Zâmbia é a atual campeã africana e
lidera o Grupo D. Na última Copa, mostrou bom padrão de jogo, e o grande
destaque foi Katongo.
Surpresas nas Copas mais recentes
Bulgária de Stoichkov - 1994
A seleção do leste europeu contava com Stoichkov, craque do Barcelona, mas poucos contavam que ele pudesse levar a Bulgária muito longe. Já na fase de grupos, a equipe venceu a Argentina de Maradona, atual vice-campeã mundial por 2 a 0, e o mundo abriu os olhos. Nas quartas de final, pegou a Alemanha, que havia vencido a Copa em 1990, e ganhou por 2 a 1. Caiu na semifinal para a Itália, e foi goleada na disputa de terceiro lugar para a Suécia por 4 a 0.
A seleção do leste europeu contava com Stoichkov, craque do Barcelona, mas poucos contavam que ele pudesse levar a Bulgária muito longe. Já na fase de grupos, a equipe venceu a Argentina de Maradona, atual vice-campeã mundial por 2 a 0, e o mundo abriu os olhos. Nas quartas de final, pegou a Alemanha, que havia vencido a Copa em 1990, e ganhou por 2 a 1. Caiu na semifinal para a Itália, e foi goleada na disputa de terceiro lugar para a Suécia por 4 a 0.
Croácia de Suker - 1998
Se a Bulgária tinha um ídolo do Barcelona, a Croácia tinha um do Real Madrid, e foi ainda mais longe. E as campanhas tiveram até algumas coincidências. A seleção de Suker pegou a Argentina na fase de grupos, mas desta vez, os hermanos venceram. Nas quartas de final, novamente estava a Alemanha pelo caminho, e a Croácia não estava nem aí, goleou por 3 a 0 os poderosos tricampeões mundiais, com Klinsmann, Matthaeus e tudo. A seleção caiu para a França na semi, mas levou o terceiro lugar ao derrotar a Holanda por 2 a 1.
Se a Bulgária tinha um ídolo do Barcelona, a Croácia tinha um do Real Madrid, e foi ainda mais longe. E as campanhas tiveram até algumas coincidências. A seleção de Suker pegou a Argentina na fase de grupos, mas desta vez, os hermanos venceram. Nas quartas de final, novamente estava a Alemanha pelo caminho, e a Croácia não estava nem aí, goleou por 3 a 0 os poderosos tricampeões mundiais, com Klinsmann, Matthaeus e tudo. A seleção caiu para a França na semi, mas levou o terceiro lugar ao derrotar a Holanda por 2 a 1.
Turquia e Coreia do Sul - 2002
No Mundial da Ásia, em 2002, duas surpresas. A Coreia do Sul conseguiu ir até à semifinal, com muita polêmica nas partidas contra Itália, nas oitavas, e Espanha, nas quartas. Mas chegou, e caiu para a Alemanha. Já a Turquia deu alguma sorte. Depois da fase de grupos, pegou o Japão, e depois Senegal, só perdeu para o Brasil. Na disputa de terceiro lugar, vitória dos europeus.
No Mundial da Ásia, em 2002, duas surpresas. A Coreia do Sul conseguiu ir até à semifinal, com muita polêmica nas partidas contra Itália, nas oitavas, e Espanha, nas quartas. Mas chegou, e caiu para a Alemanha. Já a Turquia deu alguma sorte. Depois da fase de grupos, pegou o Japão, e depois Senegal, só perdeu para o Brasil. Na disputa de terceiro lugar, vitória dos europeus.
Uruguai - 2010
Se for olhar para a tradição, Uruguai nunca será surpresa. Mas a Celeste vinha de uma crise de muitas décadas, e poucos poderiam apostar nela na Copa do Mundo da África do Sul. Mas com um trio de ataque poderoso, formado por Suárez, Forlán e Cavani, um cruzamento relativamente tranquilo - Coreia do Sul e Gana (naquele jogo da mão de Luisito) -, a seleção foi até a semifinal e perdeu só para a Holanda, e depois na disputa de terceiro lugar para a Alemanha.
Se for olhar para a tradição, Uruguai nunca será surpresa. Mas a Celeste vinha de uma crise de muitas décadas, e poucos poderiam apostar nela na Copa do Mundo da África do Sul. Mas com um trio de ataque poderoso, formado por Suárez, Forlán e Cavani, um cruzamento relativamente tranquilo - Coreia do Sul e Gana (naquele jogo da mão de Luisito) -, a seleção foi até a semifinal e perdeu só para a Holanda, e depois na disputa de terceiro lugar para a Alemanha.
Fonte: Lancenet

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